REGÊNCIA VERBAL - principais casos

Fala, galera!

Dando continuidade ao tema regência verbal, é preciso tomar cuidado com alguns verbos que, dependendo do sentido que expressam, comportam-se de maneiras diferentes.

Resolvi, então, selecionar aqueles casos mais comuns para vocês. São eles:

  • ASPIRAR

No sentido de “inspirar”, exige um complemento sem preposição:

Ele aspirou o ar fresco daquela manhã.

No sentido de “almejar”, exige um complemento com a preposição A:

Ele aspira a um bom cargo na empresa.

  • ASSISTIR

No sentido de “ver”, de “presenciar” ou “ter direito” é transitivo indireto, exigindo a preposição A:

Assisti a um ótimo filme.

Assiste ao trabalhador uma folga semanal.

No sentido de “dar assistência”, é utilizado preferencialmente sem preposição:

O médico assistiu o paciente.

Obs. Aceita-se, também, a construção acima com a preposição A:

O médico assistiu ao paciente.

No sentido de “morar”, é intransitivo, mas admite a preposição EM na construção frasal:

Minha melhor amiga assiste em Santa Catarina.

  • ESQUECER, LEMBRAR

Quando forem pronominais, são transitivos indiretos, exigindo a preposição DE:

Eu me lembrei de você essa semana

Ele se esqueceu de fazer o trabalho.

Quando não forem pronominais, são transitivos diretos:

Eu lembrei o seu nome

Eu esqueci o recado.

  • INFORMAR

Pede dois complementos, um sem e outro com preposição. Admite duas construções:

1. Quando o objeto direto se referir à “coisa”, a pessoa será objeto indireto regido pela preposição A:

Informei a pontuação ao candidato

2. Quando o objeto direto se referir à “pessoa”, a coisa será objeto indireto regido da preposição DE ou SOBRE:

Informei o candidato da pontuação

Informei o candidato sobre a pontuação.

Obs. Essa regência do verbo informar também se aplica aos verbos: avisar, certificar, notificar, prevenir e cientificar

  • PAGAR, PERDOAR

Se tiverem como complemento uma palavra que denote “coisa”, não exigem preposição:

Paguei a conta.

Se tiverem como complemento um vocábulo que signifique “pessoa”, exigem a preposição A:

Paguei ao banqueiro.

No caso dos dois complementos, temos:

Paguei a conta ao banqueiro.

  • PROCEDER

No sentido de “executar”, exige a preposição A:

Procederemos a um processo.

No sentido de “originar-se”, de “derivar-se”, é transitivo indireto, com a preposição DE:

A felicidade de Pedro procede do presente que ganhou.

Este equipamento procede do Paraná.

No sentido de “ter fundamento”, não exige complemento:

Suas colocações não procedem.

  • QUERER

No sentido de “desejar”, é transitivo direto:

O povo brasileiro quer mudanças.

No sentido de “estimar”, é transitivo indireto, exigindo a preposição A:

Quero a meus amigos. 

  • VISAR

No sentido de “objetivar”, é transitivo indireto e exige a preposição A:

A educação visa ao crescimento do povo.

No sentido de “mirar” ou “dar visto”, é transitivo direto:

Visei o alvo.

O funcionário visou o cheque.


CoolDICA DE REDAÇÃO!

Se houver um pronome relativo, a regência verbal deve ser respeitada e a preposição deve se deslocar para antes do pronome:

Este é o emprego a que aspiro.

Estas são as leis de que o povo se lembra.

Este é o escritor a cujo livro me referi.

 

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

(FUVEST) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas correspondentes.

A arma ___ se feriu desapareceu.

Estas são as pessoas ___ lhe falei.

Aqui está a foto ___ me referi.

Encontrei um amigo de infância ___ nome não me lembrava.

Passamos por uma fazenda ___ se criam búfalos.

 

a) que, de que, à que, cujo, que.

b) com que, que, a que, cujo qual, onde.

c) com que, das quais, a que, de cujo, onde.

d) com a qual, de que, que, do qual, onde.

e) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja.

 

 

Comentários:

Nesse exercício, é preciso ficar atento à regência correta dos verbos e à antecedência da preposição ao pronome relativo, caso haja exigência. Analisando as frases, teríamos:

a) Alguém se feriu COM a arma.

b) Eu lhe falei DAS pessoas

c) Eu me referi À foto

d) Não me lembrava DO nome

e) Criam-se búfalos NA fazenda. (nesse caso, o “onde” dispensa a preposição “em”)

Dessa forma, o gabarito da questão é a alternativa “C”.

 

Caso tenham dúvidas sobre o uso dos pronomes relativos “cujo” e “onde”, revisitem nossa aula já postada aqui:

http://soumaisenem.com.br/redacao/coesao-e-coerencia/cujo-e-onde-operadores-coesivos

 

Por hoje, é só, pessoal. Qualquer pergunta, é só postar aqui.

Curtiram as dicas?

Até a próxima!Wink



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