O ESTRANGEIRISMO

Hello, people!

Hoje, preparei uma aula show para vocês! Preparados?!

Bem, sabemos que o uso de termos de origem estrangeira na fala e na escrita costuma gerar algumas discussões. Mas uma coisa é certa: essa troca cultural é inevitável, cabendo aos falantes saber conviver com isso e medir até que ponto esse recurso pode enriquecer a nossa Língua.

Alvo de críticas, o ESTRANGEIRISMO – tema da nossa aula de hoje – merece nossa atenção.

Observem a tirinha a seguir da famosa e polêmica personagem Mafalda:

(Quino)

Há, acima, uma crítica em relação ao “abuso” de estrangeirismos na Língua.

Discussões e polêmicas à parte, vivemos em um mundo globalizado, logo, estamos sujeitos a uma série de trocas culturais. Nesse sentido, sofremos as mais variadas influências, seja no modo de viver, na maneira de se vestir, nos hábitos de alimentação, na música, nas artes e, claro, no modo de falar e de escrever.

Essa flexibilidade na língua permite, muitas vezes, a incorporação de palavras de origem estrangeira em nosso vocabulário. Esses vocábulos incorporados à língua recebem o nome de estrangeirismos ou empréstimos linguísticos.


SE LIGA!

Quando uma palavra, ao ser inserida em nosso léxico, sofre modificações gráficas, dizemos que ela foi “aportuguesada”. É o caso, por exemplo, do verbo “deletar”, que veio do termo em inglês “delete”.

 

Vejam os casos a seguir:

(http://static.minilua.com/wp content/uploads/2011/02/4256a_thumb.jpg)

 

A publicidade faz, constantemente, uso de estrangeirismos. Percebam a expressão “Summer sale” sendo utilizada para fazer referência à “Liquidação de verão” de uma loja.

 

O texto abaixo é um exemplo dessa influência estrangeira na composição musical:

 

Samba Do Approach

(Zeca Baleiro)

 

Venha provar meu brunch

Saiba que eu tenho approach

Na hora do lunch

Eu ando de ferryboat 

 

Eu tenho savoir-fare

Meu temperamento é light

Minha casa é high-tech

Toda hora rola um insight

Já fui fã do Jethro Tull

Hoje me amarro no Slash

Minha vida agora é cool

Meu passado é que foi trash

 

Venha provar meu brunch

Saiba que eu tenho approach

Na hora do lunch

Eu ando de ferryboat

 

Mas fica ligada no link

Que eu vou confessar my love

Depois do décimo drink

Só um bom e velho Engov

Eu tirei o meu green card

E fui pra Miami Beach

Posso não ser pop star

Mas já sou um noveau rich

 

Venha provar meu brunch

Saiba que eu tenho approach

Na hora do lunch

Eu ando de ferryboat

 

Eu tenho sex appeal

Saca só meu background

Veloz como Damon Hill

Tenaz como Fittipaldi

Não dispenso um happy end

Quero jogar no dream team

De dia um macho man

E de noite drag queen

 

Venha provar meu brunch

Saiba que eu tenho approach

Na hora do lunch

Eu ando de ferryboat

 

Para quem quiser ouvir o sambinha de qualidade, segue o vídeo:

 

CoolDICA DE REDAÇÃO!

Evitem o uso abusivo de estrangeirismos em uma redação dissertativa argumentativa. Alguns corretores, mais conservadores, não costumam aceitar muito bem esse recurso. No entanto, caso vocês achem necessário e o tema favoreça, podem utilizar um empréstimo linguístico, mas não se esqueçam de colocar o termo entre aspas.

 

 

CAIU NO ENEM

Só falta o Senado aprovar o projeto de lei [sobre o uso de termos estrangeiros no Brasil] para que palavras como shopping center , delivery e drive-through sejam proibidas em nomes de estabelecimentos e marcas. Engajado nessa valorosa luta contra o inimigo ianque, que quer fazer área de livre comércio com nosso inculto e belo idioma, venho sugerir algumas outras medidas que serão de extrema importância para a preservação da soberania nacional, a saber:

........

Nenhum cidadão carioca ou gaúcho poderá dizer "Tu vai" em espaços públicos do território nacional;

Nenhum cidadão paulista poderá dizer "Eu lhe amo" e retirar ou acrescentar o plural em sentenças como "Me vê um chopps e dois pastel";

..........

Nenhum dono de borracharia poderá escrever cartaz com a palavra "borraxaria" e nenhum dono de banca de jornal anunciará "Vende-se cigarros";

..........

Nenhum livro de gramática obrigará os alunos a utilizar colocações pronominais como "casar-me-ei" ou "ver-se-ão".

PIZA, Daniel. Uma proposta imodesta. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 8/04/2001.

 

No texto acima, o autor:

a) mostra-se favorável ao teor da proposta por entender que a língua portuguesa deve ser protegida contra deturpações de uso.

b) ironiza o projeto de lei ao sugerir medidas que inibam determinados usos regionais e socioculturais da língua.

c) denuncia o desconhecimento de regras elementares de concordância verbal e nominal pelo falante brasileiro.

d) revela-se preconceituoso em relação a certos registros linguísticos ao propor medidas que os controlem.

e) defende o ensino rigoroso da gramática para que todos aprendam a empregar corretamente os pronomes.

 

 

Comentários:

Percebe-se, nitidamente, um discurso irônico, com teor crítico, quando o autor propõe mudanças “absurdas”, “inviáveis” envolvendo os hábitos linguísticos. Para ele, o projeto que, até então, proibira o uso de termos estrangeiros não tem o menor cabimento. A alternativa que melhor expressa isso é a letra “B”.

 

 

Essa foi nossa aula de hoje, galera! E aí?! Quantos LIKES ela merece?!Laughing

Até a próxima!

 

Assuntos



@ copyright ( Sou + ENEM ) 2014. Todos os Direitos reservados.

Logo Webteria