A RESENHA

Olá, galerinha!

Analisando a prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias do ENEM, pude perceber que há uma diversidade muito grande quando o assunto são os gêneros textuais. Neste post, vamos tratar de um gênero denominado resenha.

Afinal, o que é exatamente uma resenha?

É um gênero textual que busca fazer uma análise de um determinado acontecimento (um jogo ou um evento cultural, por exemplo), de um texto ou de uma obra qualquer (um disco, um livro, um filme, uma peça de teatro). Além disso, é importante destacar que é fundamental um prévio conhecimento do objeto de análise por parte do resenhador. Ele, por sua vez, deve agir de forma seletiva, filtrando os aspectos pertinentes, ou seja, somente aquilo que for relevante diante de sua intenção

Normalmente, uma resenha possui algumas características em relação à sua forma e ao seu conteúdo, fundamentais para que seja bem construída, como:

  • Apresentação de uma síntese do texto resenhado e das principais ideias do autor;
  • Análise um pouco mais aprofundada de algum ponto considerado mais relevante pelo escritor;
  • O formato do texto tende a ser pequeno, resumitivo;
  • Indicações da obra que está sendo resenhada.

 

Tipos de resenha

Uma resenha pode ser descritiva ou crítica. A descritiva é aquela que não apresenta um julgamento ou uma apreciação. Na crítica, a mais comum, é emitida uma opinião, uma defesa do ponto de vista de quem a escreveu, estabelecendo-se, assim, um juízo de valor.

Observem a resenha a seguir, do Filme “SE EU FOSSE VOCÊ 2”:

 

Dirigido por Daniel Filho, Se Eu Fosse Você foi um grande sucesso de público (mais de 3 milhões e 600 mil espectadores) em… 2006. Sim, deixei passar na época e não o assisti. Ontem, numa sessão especial, pude tirar este atraso.

O filme é bem produzido e conta uma história simples, mas bem desenvolvida, ainda que banal tanto na telinha quanto na telona: e se um dia você acordasse com o corpo de seu cônjuge, e vice-versa ? Claro que esse mote só poderia gerar uma comédia. Mas embora realmente permita boas gargalhadas, o diretor preferiu fugir do pastelão e investiu com mão leve (e, convenhamos, nem teve muito trabalho) na qualidade de seus protagonistas.

Glória Pires e Tony Ramos mostram porque são tão queridos pelo público: mais que carisma, possuem um talento que vai além das fronteiras da telinha. Glória tem o papel mais difícil, mas foge com maestria do estereótipo do machão que ‘coça o saco’ - destaque para sua cena de descida da escada com sapato de salto alto e a regência do coral. Não há como escolher adjetivos suficientes para a interpretação de Tony Ramos - a cena da piscina, apesar de exagerada, e a da primeira tentativa de fazer sexo são impagáveis.

Juntos em cena, a dupla não deixa para ninguém, o que acaba fazendo com que atuações como a de Thiago Lacerda e Antônia Frering, esta em especial, pareçam amadoras. Os coadjuvantes, por sinal, apresentam participações bem fracas, até porque receberam textos fracos e portanto pouco acrescentam às cenas. Ary Fontoura é completamente desperdiçado. Duas boas exceções: Maria Gladys, sempre talentosa (e, infelizmente, nos últimos anos sempre como empregada), e Patricia Pillar, em cena única, mas imperdível.

Já está em DVD, então divirta-se: ainda que um pouco longo e asséptico (e, com o excesso de atores globais, possa parecer meio estranho de se assistir na tela escura), é um ótimo entretenimento. Mas também aproveite para pensar nos tais “papéis” que a sociedade adora impor: isto é para eles, aquilo é para elas… O século 21 já começou faz tempo e algumas mentes retrógradas ainda vão demorar a perceber.

 

  (http://cinemagia.wordpress.com/2008/03/12/se-eu-fosse-voce/)

 

Informações técnicas:

 

Título original: Se eu fosse você 2

 

Gênero: Comédia

 

Classificação etária: 10 anos

 

Ano de lançamento: 2009

 

Distribuição: Fox Film do Brasil

 

Direção: Daniel Filho

 

Roteiro: Adriana Falcão, Euclydes Marinho e Renê Belmonte

 

 

 

Notem que o texto trata-se de uma resenha crítica, pois, além de apresentar um breve resumo da obra, fornece informações a respeito do filme e emite opinião. Reparem que, ao longo do texto, o autor comenta algumas cenas do filme que, para ele, foram mais marcantes e dialoga diretamente com o leitor, por meio de um discurso persuasivo. Percebam que o resenhador domina o assunto por ele tratado, algo fundamental para que a resenha seja bem elaborada.

 

 

 

CAIU NO ENEM

 

 

(ENEM 2009)

 

Em Touro Indomável, que a cinemateca lança nesta semana nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a dor maior e a violência verdadeira vêm dos demônios de La Motta – que fizeram dele tanto um astro no ringue como um homem fadado à destruição. Dirigida como um senso vertiginoso do destino de seu personagem, essa obra-prima de Martin Scorcese é daqueles filmes que falam à perfeição de seu tema (o boxe) para então transcendê-lo e tratar do que importa: aquilo que faz dos seres humanos apenas isso mesmo, humanos e tremendamente imperfeitos.

 

Revista Veja, 18 fev. 2009 (adaptado).

 

 

 

Ao escolher este gênero textual, o produtor do texto objetivou:

 

a) construir uma apreciação irônica do filme.

 

b) evidenciar argumentos contrários ao filme de Scorcese.

 

c) elaborar uma narrativa com descrição de tipos literários.

 

d) apresentar ao leitor um painel da obra e se posicionar criticamente.

 

e) afirmar que o filme transcende o seu objetivo inicial e, por isso, perde sua qualidade.

 

 

 

 

 

Comentários:

 

Como podemos perceber, o texto apresentado na questão trata-se de uma resenha crítica. O produtor do texto, ou seja, o “resenhador” se posiciona criticamente sobre o tema, passando ao leitor suas percepções a respeito da obra em análise. Dessa forma, a alternativa que melhor se enquadra como resposta é a letra “D”.

 

 

 

 

 

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