OS AUTORES PRÉ-MODERNISTAS

Amigos! Vamos estudar?
Falamos na última aula que as duas primeiras décadas do século XX, por ser um período de intensa produção literária, não consagram uma escola em si, mas, ainda assim, há escritores que se destacam nessa época.

Assim, veremos três autores que marcaram tempos:


EUCLIDES DA CUNHA

Um dos primeiros autores do século XX a unir história e ficção, Euclides da Cunha criou uma narrativa de caráter documental, levantando todos os aspectos que envolvem Canudos. Capta,  com precisão determinista, o cotidiano dos conselheiristas e a batalha na qual os republicanos saíram vitoriosos.

O livro Os Sertões, publicado em 1902, é considerado marco de uma nova época, de uma nova escrita narrativa. A estrutura do livro divide-se em três partes:

- a geográfica – num levantamento de todos os aspectos, Euclides da Cunha, permite ao leitor conhecer o espaço em seu todo: solo, clima, relevo, vegetação;

- a antropológica – há uma observação a repeito da vida do homem sertanejo, suas crenças, sua força, suas esperanças.

- a política – o autor narra o conflito de Canudos, as lutas travadas entre a tropa e os seguidores de Antonio Conselheiro.

Em relação à linguagem, o estilo de Euclides da Cunha não é simples, como se verá mais tarde no modernismo. Apesar do caráter jornalístico, a linguagem rebuscada marca uma narrativa cuja abordagem é tensa e, por muitos críticos, considerada barroca.

Veja mais:

 


MONTEIRO LOBATO

Polêmicas à parte, Monteiro Lobato está presente na Literatura Brasileira, principalmente por sua produção voltada às crianças. Sua carreira iniciou-se casualmente, quando escrevera uma carta ao responsável pel’ O Estado de S Paulo, em que discutia a questão das queimadas como um problema comum no interior do estado. A carta foi o início para que o autor passasse a escrever com certa rotina ao jornal, possibilitando a criação de personagens, como o emblemático Jeca Tatu – a estereotipação do homem sertanejo, encostado, que se aproveita do trabalho alheio para usar dos recursos da terra.

Em relação à literatura infantil, Monteiro Lobato inspirou-se nas fábulas e contos de Andersen, dos Grimm e de Esopo para criar o universo do Sitio do Pica-pau Amarelo, realizando várias ligações intertextuais entre os personagens Emília, Pedrinho, Narizinho, Tia Anastácia e Dona Benta entre outros.

Veja a seguir um programa (beeeem antigo) sobre o centenário do autor.

 



LIMA BARRETO

Autor que aborda o tema que perpassa o centro do Rio de Janeiro, Lima Barreto é um escritor dos costumes e das relações sociais. Seus personagens possuem ora um nacionalismo febril (Policarpo Quaresma) ora uma inocência e pureza típicas das meninas do interior do Estado que acabam sendo o estopim sobre o tema do preconceito racial no país (Clara dos Anjos). Esse universo tão diverso compõe um retrato da vida urbana, onde profissionais liberais e outros tipos ganham participação e voz em suas narrativas.

O vídeo sobre Lima Barreto está na aula anterior. Se não viu, volte lá por aqui.

 

AUGUSTO DOS ANJOS

Chamado de “poeta maldito”, Augusto dos Anjos produz uma poesia de difícil acesso, contendo muitas divagações metafísicas e a demonstração de um desconforto, uma angústia diante da existência.
O autor consagra o soneto com sua principal estrutura de escrita poética, e é possível perceber uma influência simbolista – provocada pelo sensorialismo e pela vaguidão – bem como o perfeccionismo parnasiano e o conteúdo naturalista.

Por tanta diversidade que compõe sua obra poética, não se pode dizer que Augusto do Anjos pertença a um estilo, a um movimento literário específico.

Veja a belíssima declamação do ator Paulo José de “Versos Íntimos”, do seu único livro chamado “EU”.


Espero que tenham curtido os vídeos! São autores que sempre estão presentes nos concursos como ENEM. 
Curta nossas aulas e divulguem nosso trabalho, galera!

Até a próxima!

Michelle Nunes  Wink



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