CLASSES DE PALAVRA: A PREPOSIÇÃO

E aí, galeeeeeera! Laughing

Estudando muito? Hoje é dia de gramática! E vamos partir, ferozes, para as classes relacionais. Siga, então!

 

As classes das preposições e conjunções constituem-se  elementos relacionais dentro da oração e entre as orações. Porém, mais que “ligar”,  essas palavras estabelecem, entre os termos, um valor de sentido,  um contexto dentro do discurso, e esse aspecto é muito cobrado nas questões do  ENEM.  

PREPOSIÇÕES

- Trata-se de uma classe invariável, subordinando um termo ao outro, estabelecendo entre eles um valor de sentido.

  • PREPOSIÇÕES PURAS

 


  • PREPOSIÇÕES ACIDENTAIS:

 


 

  • LOCUÇÕES PREPOSITIVAS

 


 

- As preposições podem sofrer alterações em suas estruturas como:

  • COMBINAÇÃO (preposição + artigo = ao, ou eja, não há perda fonética);
  • CONTRAÇÃO (de + artigo = do / da(s); em +este = neste / de+aquela = daquela..., ou seja, há mudança fonética);
  • CRASE (preposição ‘a’ + artigo ‘a’ = à;  preposição ‘a’ + pronome = àquele(s), há fusão de vogais iguais).


VALORES SEMÂNTICOS DAS PREPOSIÇÕES ____________________________________________________________________________


 As preposições podem assumir diferentes valores de sentido, dependendo do contexto e da intenção da linguagem. Muitas vezes, a mesma preposição possui valores diversos, esclarecidos na situação de comunicação. Veja:

  • Era de chocolate, mas ninguém descobria. (matéria)
  • Morreu de pneumonia o coitado. (causa)
  • Vim de Belém. (origem)

 

  • Estou com você, não se preocupe. (companhia)
  • Estavam com o dinheiro o tempo todo. (conteúdo)

 

  • O discurso do presidente emocionou muito, até quem lhe era indiferente. (posse / inclusão)
  • Vim até aqui. (limite)

 Para ilustrar, veja como a questão do uso do artigo e a sua fusão com a preposição (crase), alteraram o sentido da situação e geraram o humor do texto:

Em "chegou a primavera", há o artigo, fazendo referência à estação do ano. No segundo quadrinho, o senhor diz que chegou "à primavera", referindo-se à sua idade, mais avançada, mudando, portanto, o sentido entre as duas falas. Assim, é realizado o humor: Mafalda reflete e conclui dizendo que sua observação sobre a passagem do tempo, em que celebrava a chegada da primavera era inexpressiva, perto da visão sobre o tempo de vida do senhor. 

 

Vamos treinar um pouco? Observe no caso a seguir como o conhecimento semântico e sintático foram importantes na resolução da questão que caiu no ENEM:

 


             A crônica muitas vezes constitui um espaço para reflexão sobre aspectos da sociedade em que vivemos.

 Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou o meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

Talvez não fosse o Menino de Família, mas também não era um Menino de rua. É assim que a gente divide. Menino de Família é aquele bem-vestido, com tênis de moda e camisa de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. (...). Na verdade não existem meninos De rua. Existem meninos Na rua. E toda vez que um menino está Na rua é porque alguém botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares (...). Resta ver quem os põe na rua. E por quê.”

                     (COLOSSANTI, Mariana. In: Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1999)

  No segundo parágrafo em “... não existem meninos De rua. Existem meninos Na rua”,  a troca de De  pelo Na determina que a relação de sentido entre “menino” e “rua” seja.

a) de localização e não de qualidade.

b) de origem e não de posse.

c) de origem e não de localização

d) de qualidade e não de origem

e) de posse e não de localização.

 

GABARITO:

Ao realizar a troca das preposições, há uma mudança não só de sentido, ou seja, semântica, mas também sintática.  Em “menino de rua” há o adjunto adnominal, caraterizador do menino. Ao passar para “menino na rua”, passa-se a localizar o menino, portanto, há o adjunto adverbial de lugar. Assim, a mudança de sentido se faz pela localização e não de qualidade, como sugere a OPÇÃO A.

 

 

Smile Galera,

é por aí que os exames vêm cobrando do aluno acerca das relações estabelecidas pelas conhecidas classes relacionais.

Assim, é ter atenção, porque, para quem reconhece as funções e compreende os sentidos, esse tipo de questão torna-se fácil de acertar.


Dúvidas? Não deixem de postar! Elogios? Não deixem de escrever! Críticas? Só as construtivas! Hehehe!

Abraço!

Até a próxima!

Michelle Nunes Wink

 



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