Revolução Francesa - Aula 03

Revolução Francesa – Aula 03

Saludos amigos, vamos continuar estudando a Revolução Francesa?

A tentativa de Fuga de Luís XVI

Até esse momento os ímpetos mais radicais vinham sendo controlados pelas forças mais conservadoras. Os girondinos haviam conseguido amplo apoio, inclusive o real, para conter o furor mais intenso, sobretudo dos jacobinos, que se aproximavam cada vez mais das aspirações mais populares, sobretudo dos sans-culottes. Em meio ao correr dos acontecimentos o monarca francês, auxiliado por outros absolutistas europeus e pela nobreza emigrada, iniciou silenciosamente uma tentativa de movimento contrarrevolucionário. O plano constituía-se de uma fuga e posterior organização de forças militares que fossem suficientes para degolar o processo revolucionário que se encontrava em curso na França. Luís XVI foge em julho de 1791, sendo capturado em Varennes e mantido sob a tutela dos e vigilância das forças revolucionárias. Os principais antagonistas da revolução agora era representado pelas forças comandadas pelas lideranças emigradas e pelas forças austro-prussianas que invadiram a França naquele ano. Além da Guarda Nacional foi convocado o Exército Nacional (1792) que derrotaram as forças conservadoras em 20 setembro na famosa batalha de Valmy, seguida da proclamação da República em Paris, no mesmo dia. O rei, acusado de traição, seguia preso, sendo mais tarde julgado e condenado à guilhotina em 1793.

 A Convenção Nacional

Uma nova assembleia seria formada para preparar um novo texto constitucional que guiasse a França em seus novos tempos. A radicalidade tomara conta do processo revolucionário. Entre 1791 e 1792 as lideranças jacobinas haviam conquistado grande popularidade e apoio, sobretudo pela sua participação ativa e militante entre os sans-cullotes, enquanto os girondinos perdiam, gradativamente, a sua força.

Um novo calendário foi construído, sendo o ano I o primeiro da república. Instituiu-se o sufrágio universal masculino, e uma luta perene contra as marcas aristocráticas dos exercícios de poder anterior. Apesar da marca popular e dos avanços observáveis, a instabilidade, seja ela a política ou econômica, mantinha-se presente, e os passos a serem dados levariam a um governo com traços ditatoriais.

O Terror Jacobino

As ameaças contrarrevolucionarias mantinham-se presentes. A formação de uma coligação absolutista externa levou o governo da Convenção Nacional a formar o Comitê de Salvação Pública, que dentre as suas atribuições previa o controle sobre as forças militares, e o Tribunal Revolucionário, cujo principal papel seria o de julgar os contrarrevolucionários. Revoltas internas, como a da Vendéia – organizada pelo clero refratário, alimentavam o clima de insegurança que era acompanhado pelo fechamento cada vez mais perceptível do regime. As perseguições aos grupos que se opunham às principais decisões e instituições criadas pela ação jacobina fizeram com que um instrumento de execução ganhasse um forte significado: a guilhotina. Transformada na garantia das decisões revolucionárias configurou-se no grande símbolo do terror, que se estenderia de junho de 1793 a julho de 1794. A radicalização fez com que os jacobinos perdessem o apoio popular e Robespierre, principal representação desse período, acabaria sofrendo um golpe em 9 de julho de 1792, ou Termidor pelo novo calendário, pondo fim ao período mais popular da Revolução Francesa.

O Diretorio

A Reação Termidoriana, ou o Golpe do 9 do Termidor, levou o comando da Convenção Nacional para o exercício político do Pântano, que foram responsáveis pela anulação das medidas, sobretudo as mais populares, do período anterior e guiando a Revolução, novamente, por caminhos mais conservadores. Um novo texto constitucional foi redigido e colocou-se um novo regime político tendo o executivo dividido entre 5 diretores e o legislativo bicameral. O regime, então colocado, tentava manter-se a meio a inúmeras propostas golpistas, sejam elas mais direcionadas ao conservadorismo ou à radicalização. Um levante de marca popular liderado por Graco Babeuf, conhecido como Conspiração dos Iguais em 1796, pode ser tomado como exemplo, um dos tantos, de que a instabilidade não abandonara a França. A economia permanecia estagnada pelos problemas anteriores ao estopim revolucionário e aos posteriores a ele, as demandas sociais mantinham-se presentes. É nesse cenário que se desenha, mais uma vez um golpe (o do 18 do Brumário em 9 de novembro de 1799), que traria a tona uma das figuras mais marcantes do período: Napoleão Bonaparte.

QUESTÕES ENEM

PROVA 2010 CADERNO AZUL (1 aplicação)

28- E

PROVA 2010 CADERNO AZUL (2 aplicação)

15- B

Bom amigos, hoje ficaremos por aqui e nos encontramos no próximo post! 



@ copyright ( Sou + ENEM ) 2018. Todos os Direitos reservados.

Logo Webteria