Iluminismo - Aula 1

Saludos Amigos,

hoje iniciaremos o estudo de um dos movimentos de pensamento mais marcantes do ocidente: O Iluminismo.

O século das luzes: é desta forma que também nomeiam o século XVIII. Foi neste século que o continente europeu presenciou a emergência de um dos movimentos filosóficos mais transformadores da Idade Moderna – o Iluminismo. O termo está relacionado está relacionado à ideia de esclarecimento, pois, para muitos autores identificados com tal, heterogênea, corrente os homens que viviam nas sociedades do Antigo Regime estavam imersos nas trevas da ignorância. Para muitos desses autores o homem era fruto do meio em que vivia e de sua formação educacional. Como durante boa parte do período que se estende do século XVI ao XIX a educação esteve dominada pelas instituições religiosas e a sociedade europeia apresentava um caráter marcadamente estamental, o reflexo seria uma sociedade retrógrada e imersa nos projetos arcaicos.

Não é possível delimitar características únicas e que valham para todos os autores, mas podemos perceber a defesa de algumas ideias mais claras e comuns:

  • Defesa das liberdades individuais (religiosa, política, de ideias);
  • Defesa da igualdade civil;
  • Defesa da propriedade privada;
  • Luta contra a tirania;
  • Busca pela felicidade.

É importante ressaltar que a lógica que se apresentava era profundamente marcada pela influência da razão. Essa seria responsável pela condução da humanidade a um estágio de melhor compreensão dos fenômenos naturais e sociais. De certa forma, os autores iluministas podem ser considerados deístas: acreditavam em um Deus que agiria indiretamente nos homens a partir de leis consideradas naturais. Além disso, podemos segmentar tais pensadores em dois grupos muito amplos: os que podemos denominar como filósofos que se dedicavam a compreender os fenômenos sociais e políticos e os economistas mais voltados para a compreensão dos fenômenos ligados às relações econômicas.

Os economistas prostravam-se contra a intervenção do Estado na economia, defendendo a ideia de que o aparato estatal deveria ser responsável pela garantia de que o mercado seguisse, livremente, o seu curso segundo suas leis de funcionamento próprias, ou seja: garantir o seu livre caminhar e o livre desenvolvimento da economia. Tal postura deu origem aos fisiocratas fisiocratas( do grego , governo da natureza). Defendiam que as leis econômicas de um país eram como leis naturais que durariam para sempre e eram independente da vontade do homem.

Os iluministas acabaram por influenciar alguns governantes que passaram a conduzir alguns de seus preceitos, mas com um tom mais impositivo, coerente com o absolutismo real. Eram os chamados Déspotas Esclarecidos. Procuravam promover reformas que atendessem a alguns interesses comuns, guiados por uma lógica racionalista. Seus principais nomes foram: Frederico II da Prússia, Catarina II da Prússia, José II da Áustria, Marquês de Pombal em Portugal ministro do Rei D. José I e Anistro Aranda de Espanha ministro do rei Carlos III.

Bem amigos, continuamos no próximo post. E não se esqueça: não vá se perder por aí!



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