Ditadura Militar - Governo Costa e Silva

Saludos amigos!

Vimos na aula anterior, o primeiro governo do período da ditadura no Brasil. Hoje iniciaremos os estudos sobre o governo do general Costa e Silva. O governo de Costa e Silva durou apenas dois anos pois sofrera de um derrame. 

Após a saída de Castello Branco, as manifestações contrárias ao regime militar aumentaram, principalmente as manifestações artísticas (musicais e teatrais) e protestos estudantis, abrindo assim, caminho para os militares da "Linha Dura". Costa e Silva era um expressivo líder dos setores mais repressivos.

No campo econômico, tinha como principais metas, conter a inflação e buscar o crescimento econômico. Uma das "soluções" encontrada por Costa e Silva foi o congelamento salarial, abertura do capital estrangeiro e ao mesmo tempo, abrindo a concessão de créditos para aumentar o poder de consumo da classe média.

No cenário político, iniciava-se uma movimentação onde apoiadores do regime tornavam-se opostos ao mesmo. Carlos Lacerda, um apoiador da ditadura em seu início, buscou aliança de outros políticos como JK e Jango para a formação da Frente Ampla (grupo que exigia a reinstalação dos governos civis)

O ANO DE 1968

- Decretação do AI-V: Fechamento do Congresso Nacional, cassações, suspensão de direitos políticos e do Habeas Corpus.

- A luta armada de esquerda: Fragmentação do PCB e radicalização política.

O enfrentamento de estudantes em um protesto no centro do Rio de Janeiro provocou um grave incidente, o estudante Edson Luís acabou sendo morto e incitando um grande protesto, que ficou conhecido como "Passeata dos Cem mil".

O governo Costa e Silva iniciou o período que chamamos de "anos de chumbo", marcados pelas torturas, mortes e prisões. Com o derrame de Costa e Silva e seu afastamento do cargo, seu vice foi impedido de assumir a presidencia pelos líderes militares que indicaram o general Médici a presidencia.

PSIU!

Cada vez que aumentavam as repressões, crescia o movimento de contracultura. O movimento hippie, principalmente no âmbito internacional. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse movimento se mostrou muito forte em protesto contra a guerra do Vietnã e da Coreia do Norte. Importante lembrar que havia nesse contexto uma luta entre capitalismo e comunismo (Guerra Fria) e esses dois conflitos foram reflexos dessa disputa, inclusive os apoios aos governos ditatoriais na América Latina.

Passeata dos Cem mil no centro do Rio de Janeiro

 



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