Escravidão - Aula 02

Hoje falaremos um pouco das leis que contribuíram para o processo final de emancipação dos escravos. O termo abolição só passou a ser utilizado na década de 80 do século XIX, até então toda e qualquer ação no sentido de promover a libertação dos escravos era nomeada de emancipacionista. Antes de falara da ação que em termos legais pôs fim à escravidão no Brasil, a Lei Áurea, vamos àquelas que a antecedem

  • 1850: Lei Eusébio de Queiroz – responsável pelo fim do tráfico atlântico de escravos ficando livre o tráfico interprovincial.
  • 1871: Lei Rio Branco – também conhecida como lei do Ventre Livre assinada em 28 de setembro de 1871 tornava livre todos os filhos de escravos nascidos a partir de então. Para as crianças livres eram colocadas duas possibilidades: serem entregues ao governo após o nascimento ou ficarem sob os cuidados dos senhores até os 21 anos. Um importante detalhe: era comum que as crianças de ventre livre fosse enviadas às escolas de aprendizes da marinha, como foi o caso de João Cândido (importante nome da Revolta da Chibata em 1910)
  • 1885: Lei Saraiva-Cotegipe – também conhecida como lei dos sexagenários, foi assinada em 28 de setembro de 1885. Tornava todos os escravos maiores de 60 anos livres, com a condição de serem os senhores indenizados pelo Estado.

Em termos de efeito prático as leis de 1871 e 1885 são consideradas por muitos autores como paliativas, visto que seu campo de atuação direta acabou sendo pequeno. Contudo são importantes marcos e sintomas do progressso do movimento emancipacionista no Brasil.

A lei que pela pena Imperial pôs fim a escravidão no Brasil foi a Lei Áurea assinada em 13 de maio de 1888. Apesar de ser um passo no sentido da modernizações sociais brasileiras, não garantiu aos ex-escravos a inclusão social ou política necessária sendo mais um elemento gerador de desigualdade. Muitos historiadores apontam que tal lei acabou sendo significativa para o enfraquecimento do regime monárquico que ruiria pouco mais de um ano após a sua assinatura.

No ano de 1988 comemorou-se o centenário da abolição da escravatura. Inúmeras homenagens e referências foram feitas, inclusive em uma das maiores festas populares do país o carnaval carioca. Nesse ano venceu, pela primeira vez inclusive, uma simpática escola da zona norte da cidade: a Unidos de Vila Isabel. A branco e azul do bairro de Noel Rosa, levou para a Sapucaí o enredo Kizomba a Festa das Raças tratando das lutas pela liberdade dos povos negros no Brasil. Curiosamente o nome do bairro faz referência à princesa signatária da Lei Áurea e uma de suas principais avenidas, a 28 de setembro, referem-se as datas de aprovação das leis do Ventre Livre e dos Sexagenários.

 

Kizomba a festa das raças

Letra

Valeu, Zumbi

O grito forte dos Palmares
Que correu terra, céus e mares
Influenciando a abolição
Zumbi, valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e Maracatu
Vem, menininha
Pra dançar o Caxambu

Ô,ô, Ô,ô
Nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô,ô
Ô,ô,ô,ô
Clementina, o pagode é o partido popular
Sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento que congraça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção

Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição

Que magia
Reza, ajeum e Orixá
Tem a força da cultura
Tem a arte e a bravura
E o bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais

Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede e nossa sede
De que o aparthaid se destrua

 QUESTÕES ENEM

PROVA 2010 CADERNO AZUL (1 aplicação):

23 - B 

PROVA 2010 CADERNO AZUL (2 aplicação):

19- C

21- B 

23- B

PROVA 2011 CADERNO AZUL 

27- C

PROVA 2012 CADERNO AZUL

5- A

40- E

Até a próxima aula aqui no Sou Mais ENEM!



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