Protocolo de Kyoto

Olá pessoal, no último post falamos sobre os problemas das emissões de gases poluentes e a sua relação com o aquecimento global. Hoje veremos qual foi a saída encontrada pelos países para diminuir os impactos da poluição do ar.

 

A criação do Protocolo de Kyoto.

 

A preocupação sobre as consequências geradas pela enorme emissão de poluentes levou aos países a discutirem uma maneira de diminuir o problema e controlar a poluição a partir da busca de formas alternativas de energia e do controle das formas de produção.

 

No final da década de 80 e começa da década de 90, o problema da emissão de gases pelas potências econômicas e produtivas, ganhou importância nas conferências ambientais internacionais, tendo importante discussão na ECO92 (Rio de Janeiro). Tal contexto levou a formação de um protocolo no ano de 1997 na cidade japonesa de Kyoto, enfim, estava criado o Protocolo de Kyoto.

 

Depois de criado o protocolo ainda precisava se ratificado (validado), a primeira etapa da ratificação aconteceu em 1999, contudo, para entrar em vigor, era necessário que os países signatários fossem equivalentes a 55% das emissões feitas no mundo. A rejeição de alguns países atrasou a validação do protocolo que só alcançou a meta quando a Rússia ratificou em 2004, assim sendo, a partir de 2005 estava em vigor.

 

 

 

Objetivos do protocolo

 

 A meta era promover mudanças significativas na emissão de gases poluentes a fim de mitigar os impactos ambientais. Entre as medidas tomadas podemos destacar:

 

 

 

  • Diminuição de gases oriundos da indústria
  • Mudanças no consumo de combustíveis fósseis e busca de novas formas de energia alternativas
  • Proteção a áreas que contam com cobertura vegetal
  • Repensar os setores de transportes (grandes poluidores)

 

 Vale ressaltar que o protocolo estipulou que ocorresse uma redução de 5,2% em relação aos níveis de emissão em 1990 entre os anos de 2008 e 2012.

 

 

 

Travas ao sucesso do protocolo

 

 Uma das discussões girava em torno dos alvos do protocolo, pois, entre os países que possuíam metas de diminuição das emissões não estavam países emergentes como Brasil, China, Índia e Argentina. Tal restrição é o principal argumento para países que não querem aderir às metas de Kyoto, obviamente com destaque para os EUA.

 

O governo americano não pretende aderir às metas do protocolo por argumentar que os impactos na economia americana seriam enormes em caso de redução da emissão de poluentes, pois, isso influenciaria diretamente na produção industrial do país.

 

Na tentativa de diminuir a pressão em cima da decisão de aderir ou não ao protocolo, o governo americano chegou a lançar argumentos que contestavam a própria existência do aquecimento global e indagou se o homem realmente teria alguma culpa no processo.

 

 

 

Ideia do crédito de carbono

 

 Em 2001 na Alemanha foi lançada a possibilidade do uso do crédito de carbono nas relações produtivas. A ideia seria equilibrar a emissão de gases e a área verde dos países (As áreas cobertas de vegetação possuem a capacidade de absorver parte dos poluentes emitidos). Sendo assim, as potências industriais poderiam produzir em países que possuíssem uma “cota” permitida para poluição.

 

Obviamente a ideia não é bem vista, pois, a intenção é diminuir a poluição antrópica e não compensar aumentando a poluição em áreas com grande cobertura vegetal. Apesar disso, existem negociações financeiras em torno do direito ao crédito de carbono.

 

 

 

Protocolo pós 2012

 

 Em dezembro de 2012 foi decidido prorrogar o prazo do Protocolo de Kyoto até 2020. A reunião ocorrida em Doha no Qatar garantiu a extensão do prazo do protocolo, porém mostrou um alcance menor em relação ao acordo estabelecido em 1997.

 

A discussão ainda gira em torno de uma maneira de incluir os países emergentes na lista de obrigações do protocolo, assim, o crescimento econômico e produtivo desses países possuiria uma forma de controle ambiental.

 

As discussões ganham força quando observamos fatos como o desmatamento no Brasil ou a enorme quantidade de carvão mineral usado na China.

 

Ocorrerá em Paris no ano de 2015 uma nova grande reunião que buscará uma maneira de aumentar o alcance do protocolo e finalmente tentar atrair os EUA para a lógica da contenção de poluentes e do desenvolvimento sustentável.

 

 

  Como caiu no Enem!!

 

 O Protocolo de Kyoto — uma convenção das Nações Unidas que é marco sobre mudanças climáticas, — estabelece que os países mais industrializados devem reduzir até 2012 a emissão dos gases causadores do efeito estufa em pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990. Essa meta estabelece valores superiores ao exigido para países em desenvolvimento. Até 2001, mais de 120 países, incluindo nações industrializadas da Europa e da Ásia, já haviam ratificado o protocolo. No entanto, nos EUA, o presidente George W. Bush anunciou que o país não ratificaria “Kyoto”, com os argumentos de que os custos prejudicariam a economia americana e que o acordo era pouco rigoroso com os países em desenvolvimento.              (Adaptado do Jornal do Brasil, 11/04/2001)

 

 

 

Na tabela encontram-se dados sobre a emissão de CO2:

World Resources 2000/2001.

 

Considerando os dados da tabela, assinale a alternativa que representa um argumento que se contrapõe à justificativa dos EUA de que o acordo de Kyoto foi pouco rigoroso com países em desenvolvimento.

 

a) A emissão acumulada da União Europeia está próxima à dos EUA.

b) Nos países em desenvolvimento as emissões são equivalentes às dos EUA.

c) A emissão per capita da Rússia assemelha-se à da União Europeia.

d) As emissões de CO2 nos países em desenvolvimento citados são muito baixas.

e) A África do Sul apresenta uma emissão anual per capita relativamente alta.

 

 

Gabarito abaixo!

Bom estudo e até a próxima!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gab: Letra D

 


 

 



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