Estrutura Político-Econômica do Brasil - Era Mauá e Era Vargas

O desenvolvimento econômico brasileiro apresenta suas origens na transição do século XIX para o século XX. Algumas figuras se destacaram nesse período, tais como: Barão de Mauá (atuou no setor financeiro com o Banco do Brasil e o Banco Mauá, no setor de transportes com a construção da primeira ferrovia do país entre Riode Janeiro e Petrópolis e com a criação do primeiro estaleiro para produção de navios em Niterói, setor de energia com a iluminação pública de algumas ruas no centro carioca e diversos outros investimentos), Delmiro Gouveia (atuou no setor têxtil com êxito contra ingleses e no setor energético com a construção de uma hidrelétrica no Rio São Francisco), Família Matarazzo (setor comercial), entre outros.

O desenvolvimento nacional menos vinculado às iniciativas pessoais e à capacidade individual de empresários se consolidou com o Governo de Getúlio Vargas (1930-45 e 51-54).

A diretriz nacionalista e interventora de desenvolvimento Varguista foi, até 1937, ainda muito vinculada ao café com medidas como as cotas de sacríficio (em que o Estado ainda comprava o café), a criação de departamentos apenas (como o da Produção Mineral, em 1934, e o Conselho Nacional de Petróleo em 1938) e a abertura de financiamento para agricultura. Após 1937, com mais poder em suas mãos (após o golpe do Estado Novo), Vargas concetrou esforços no desenvolvimento industrial. Entre 1937/45 e 51/54, Vargas possibilitou a nacionalização do petróleo, a criação da Petrobras, da Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale), da Companhia Siderúrgica Nacional, a consolidação das Leis Trabalhistas (atendendo anseios populares e garantindo direitos para os trabalhadores) e amplo incentivo à industrialização no país.

Com Vargas, o Brasil iniciou o processo de industrialização, mas manteve traços do padrão de  "Substituição de importações", ou seja, a produção industrial nacional ainda era muito vinculada aos rumos produtivos industriais de países centrais, além de pouco competitiva. Além disso, a economia brasileira era desarticulada, com "ilhas econômicas" (zonas produtivas afastadas umas das outras) voltadas para o mercado externo, ou seja, possuía o "Padrão Econômico em Arquipélago".

Na próxima postagem, entenderemos como J.K. inicia a ruptura do padrão em arquipélago e consolida o processo de industrialização no Brasil.

Antes, porém, veja uma questão do ENEM sobre o tema visto nessa postagem:

ENEM 2010 (Q. 32 - caderno Azul)

De março de 1931 a fevereiro de 1940, foram decretadas mais de 150 leis novas de proteção social e de regulamentação do trabalho em todos os seus setores.

Todas elas têm sido simplesmente uma dádiva do governo. Desde aí, o trabalhador brasileiro encontra nos quadros gerais do regime o seu verdadeiro lugar.

DANTAS, M. A força nacionalizadora do Estado Novo. Rio de Janeiro: DIP, 1942. Apud BERCITO, S. R. Nos Tempos de Getulio: da revolução de 30 ao fim do Estado Novo. São Paulo: Atual, 1990.

A adoção de novas políticas públicas e as mudanças jurídico-institucionais ocorridas no Brasil, com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, evidenciam o papel histórico de certas lideranças e a importância das lutas sociais na conquista da cidadania. Desse processo resultou a

a) criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, que garantiu ao operariado autonomia para o exercício de atividades sindicais. 

b) legislação previdenciária, que proibiu migrantes de ocuparem cargos de direção nos sindicatos 

c) criação da Justiça do Trabalho, para coibir ideologias consideradas perturbadoras da "harmonia social". 

d) legislação trabalhista que atendeu reivindicações dos operários, garantido-lhes vários direitos e formas de proteção. 

e) decretação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que impediu o controle estatal sobre as atividades políticas da classe operária. 

RESOLUÇÃO E COMENTÁRIO:

O Exame Nacional do Ensino Médio não procura cobrar a decoreba nas questões. O candidato não precisa decorar as leis que foram criadas, mas deve saber que as leis surgiram e qual o objetivo das mesmas. Vargas criou leis trabalhistas para garantir benefícios aos trabalhadores e maner sua popularidade em alta, os anúncios eram feitos no dia do Trabalhador, normalmente no Estádio de São Januário com ampla cobertura da mídia. Sendo assim, o gabarito é letra (d). A letra (a) está errada pois a criação do Minstério não deu autonomia, ao contrário, vinculou os trabalhadores ao Estado, ao passo em que, para ter direitos trabalhistas o operário deveria estar  regular, inscrito num sindicato e o sindicato no Ministério. A letra (b) traz uma lei previdenciária inexistente naqueles moldes. A letra (c) aponta para ideia de uma Justiça que, na verddae, atenderia apenas a ineteresses secundários ideologicos, a justiça vai além disso e defende todo e qualquer direito garantido ao trabalhador e não é responsável por uma "caça às bruxas" ideológica. A letra (e) cai no mesmo erro da (a) pois as leis ampliaram o cntrole estatal.


 



@ copyright ( Sou + ENEM ) 2018. Todos os Direitos reservados.

Logo Webteria