Estrutura Agrícola Brasileira: Painel do Campo (Ditadura Militar e MST)

A Ditadura Militar foi marcada pela forte penetração do grande capital no campo. O governo militar estimulou e desenvolveu projetos para ampliar a produção agrícola nacional.

O PRODECER (Programa de Desenvolvimento do Cerrado) caracterizou bem o projeto de modernização do governo federal. Foi um projeto em que o Estado financiou parte da infra-estrutura necessária para expansão do cultivo da soja no Centro Oeste, em associação com capitais japoneses que demandavam pelo produto e desejavam investir no promissor setor agrícola brasileiro.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) teve papel importante no desenvolvimento tecnológico para agricultura, a biotecnologia agrícola possibilitou a expansão do cultivo de soja nos solos ácidos do Cerrado.

Diversos outros complexos agrícolas e corredores de escoamento foram consolidados durantes as décadas militares. O período foi marcado por forte expansão do setor agrícola, mas também, pela ampliação da concentração de renda e pela ampliação dos impactos ambientais, sobretudo do Cerrado.

Para o ENEM é importante que o candidato tenha essa percepção em mente. Houve desenvolvimento econômico e fortalecimento do setor agrícola brasileiro, mas de forma desigual, concentradora, elitista e sem a devida ação sustentável para preservar o meio ambiente.

Inclusive, esse desenvolvimento desigual possibilitou a articulação, em nível nacional (1984), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). O MST, basicamente, luta pela Reforma Agrária (distribuição de terra) com a abertura de linhas de financiamento e apoio tecnológico para o pequeno proprietário rural, bem como para o camponês sem terra.

Abaixo uma questão resolvida acerca do tema da postagem:



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