Sistema Endócrino I

Olá monstrinhos tudo bem? Vamos ter bastante atenção nessa aula pois o conteúdo é extenso, não esqueçam de CURTIR a aula e compartilhar nas redes sociais, um grande beijo e vamos humilhar.

O sistema endócrino é aquele composto por glândulas com função de produzir hormônios que podem ter ação restrita a um tecido ou ação geral no corpo todo. As glândulas são órgãos ou células que secretam substâncias que estimulam elas mesmas e(ou) outras células em locais diferentes. Nessa aula de hoje iremos nos deter ao tipo de estimulação endócrina, onde o hormônio produzido por uma glândula será lançado na corrente sanguínea, sendo distribuido posteriormente.

Vale lembrar que o tecido responsável pela produção hormonal das glândulas é do tipo epitelial glandular.

Classificação quanto ao modo de secreção:

As células podem liberar seus produtos de secreção de forma diferente, cada modo de liberação possui classificação específica, vamos observar essas classificações:

2) Holócrina: Quando a própria célula é a secreção, ou seja, a célula é perdida com a secreção no seu interior.

ex: glândulas sebáceas.

1) Apócrina: Quando a célula perde fragmentos citoplasmáticos que irão fazer parte da secreção.

ex: glândulas mamárias.

3) Merócrina: Quando a célula libera apenas o produto de secreção por meio de vesículas secretoras do complexo de golgi.

ex: ácinos pancreáticos produtores de enzimas digestivas.

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Figura I - Tipos de secreção glandular.

Vamos entender melhor como as células podem se comunicar no nosso organismo, apresentando diferentes classificações.

Classificação quanto ao modo de comunicação:

* Autócrina: Quando a célula produz uma substância que atuará nela própria.

* Parácrina: Quando a célula produz uma substância que irá atuar em células vizinhas do próprio tecido.

* Sináptica: Quando um neurônio libera um neurotransmissor para outra célula através de uma sinapse.

* Endócrina: Quando a célula libera um hormônio que é lançado na corrente sanguínea.

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Figura II - classificação quanto ao tipo de comunicação celular.

 

Monstrinhos depois dessa introdução vamos analisar as principais glândulas do corpo bem como seus principais hormônios descrevendo suas ações.

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Figura III - Foto mostrando as principais glândulas do corpo.

Vamos começar estudando a glândula hipófise, também chamada pituitária, bem como suas secreções. Para isso vamos observar a ilustração abaixo que mostra o esquema das duas porções da hipófise e cada função dos seus hormônios.

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Figura IV - Esquema mostrando a Hipófise ampliada.

Vamos descrever agora algumas regiões importantes.

Hipotálamo: Região do nosso cérebro que possui neurônios conectados com as duas porções da hipófise, o hipotálamo é responsável pela estimulação da Adeno-hipófise e produção dos hormônios Ocitocina e ADH, que serão enviados e armazenados pela neuro-hipófise.

Adeno-hipófise: também chamada hipófise anterior, essa glândula é responsável pela produção dos hormônios tireotropina (TSH), adrenocorticotrópico (ACTH), Somatotrópico (GH), Gonadotrofinas (LH e FSH) e Prolactina.

Neuro-hipófise: responsável pelo armazenamento e secreção de ocitonica e ADH provenientes do hipotálamo.

Função dos hormônios da hipófise:

Adeno-hipófise:

* Tireotropina (TSH) : hormônio que estimula a glândula tireoide a produzir T3 e T4 (tiroxinas).

* Adrenocorticotrófico (ACTH): hormônio que estimula o córtex das glândulas adrenais, principalmente o hormônio cortisol.

* Somatotrópico (hormônio do crescimento): hormônio que estimula mitoses das células do corpo, atua também no aumento da síntese protéica das células estimulando o crescimento de tecidos e do organismo como um todo.

* Gonadotrofinas:

--> LH: hormônio luteinizante: No macho é responsável pela estimulação das células de Leydig dos testículos, estimulando a produção de testosterona. Na mulher, é responsável pela formação do corpo lúteo nos ovários, aumentando os níveis de produção de estrogênio e progesterona.

--> FSH: folículo estimulante: É responsável pela estimulação da gametogênese tanto no macho quanto na fêmea.

No caso das mulheres, o FSH também estimula um certo grau de produção de estrogênio.

* Prolactina: Estimuila a produção de leite nos alvéolos mamários.

Neuro-hipófise:

* Ocitocina: Estimula a injeção do leite nos alvéolos mamários e contrações uterinas no momento do parto.

* ADH (hormônio anti-diurético): também chamado de vasopressina, este hormônio atua estimulando a reabsorção de água nos néfrons renais.

Patologias importantes:

* Alta produção de GH: pode induzir um quadro chamado de gigantismo, no adulto ainda existe um agravamento do quadro, proporcionando aumento das extremidades ósseas do corpo como mãos, pés e mandíbula, processo conhecido como acromegalia.

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Figura V - indivíduo com gigantismo e acromegalia ao lado de um portator de nanismo.

* Baixa produção de GH: gera um quadro conhecido como nanismo, onde os tecidos não se desenvolvem corretamente.

* Alta produção de ACTH: pode gerar a elevação de cortisol proporcionando síndrome de Cushing.

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Figura VI - sistomas de Cushing

  • Cicatrizes roxas na face ou abdômen, Colágeno frágil, risco de Cálculos renais e Crescimento desacelerado;
  • Urina com cortisol livre e com muita glicose.
  • Sensibilidade da pele e ossos, frágil e com cicatrização lenta;
  • Hipertensão, Hiperglicemia e hipercortisolismo;
  • Imunidade inibida, Irregularidade no ciclo menstrual (mulheres) ou Impotência (homens);
  • Neuroses (depressão e ansiedade) e Neoplasias (se for endógeno);
  • Gordura excessiva na face, pescoço, barriga e costas.
* baixa produção de ACTH: pode gerar hipocortisolismo provocando a Síndrome de Addison.
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Figura VII - Sintomas de Addison
  • Fadiga crônica com piora progressiva
  • Tontura, vertigem, dificuldade em ficar de pé
  • Fraqueza muscular
  • Febre
  • Anorexia
  • Perda de peso
  • Náusea e vômitos
  • Diarréia
  • Sudorese
  • Hipotensão que piora ao se levantar
  • Dor de cabeça
  • Irritação nos olhos
  • Depressão, ansiedade e mudanças de humor
  • Hipoglicemia (mais severa em crianças)
  • Nas mulheres, o ciclo menstrual torna-se irregular ou ausente
  • Tetania (particularmente após tomar leite) devido ao excesso de fosfato
  • Adormecimento das extremidades, algumas vezes com paralisia dos mesmos, devido ao excesso de potássio
  • Eosinofilia, baixa de eosinófilos.
  • Poliúria
  • Avidez por sal ou alimentos salgados, em razão da perda de sódio através da urina
  • Déficit de atenção, confusão mental.
  • Hiperpigmentação cutânea nas áreas expostas ao sol, com escurecimento da pele nos pontos de fricção, dobras cutâneas, linhas das palmas das mãos, genitália, cicatrizes recentes e em torno dos lábios
* Alta produção de TSH: Pode provocar hipertireoidismo.
* Baixa produção de TSH: pode provocar hipotireoidismo.
Ambos os casos serão discutidos na aula de Endócrino II
 
* Baixa produção de ADH: pode provocar diabetes insipidus gerando uma intensa produção de urina conhecida como poliúria levando ao quadro de desidratação.
 
Como esse assunto poderia ser cobrado no ENEM?

Indivíduos que possuem desfunções hormonais podem apresentar grande variação do fenótipo corporal e até mesmo patologias sérias, assinale a alternativa que apresenta a desfunção hormonal com a sua respctiva consequência.
 
a) Hipotireoidismo. A diminuição da produção de hormônios tireoidianos gera um aumento no metabolismo corporal, provocando perda de peso, hiperatividade, exoftalmia e perda de atenção.
b) Hipoinsulinismo. A diminuição da produção de insulina provoca hipoglicemia, gerando um quadro de hipertensão e maior perda de glicose na urina.
c) Hipertireoidismo. A maior produção de hormônios tireoidianos gera uma diminuição do metabolismo corporal, provocando acúmulo de peso, sonolência e perda de atenção.
d) Hipoinsulinismo. A diminuição da produção de insulina pode provocar diabetes, gerando alta glicemia, glicosúria e poliúria.
e) Hiperparatireoidismo. A maior produção de paratormônio gera um acúmulo de cálcio nos ossos, provocando um quadro de osteopetrose.
 
Gabarito: letra D

 



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