Ecologia: Relações Ecológicas (Parte 02)

             Olá monstrinhos humilhadores da biologia!!! Tudo bem??? Na última aula vimos as relações ecológicas interespecíficas desarmônicas, espero que tenha sido esclarecedor para todos os visitantes e leitores. Hoje, nós iremos focar (/\ \/ /\ \/) nas relações harmônicas interespecíficas, importantíssimas da mesma forma.

Relembrando:

Interespecífica = relação entre espécies diferentes.

Harmônicas = quando nenhum dos seres que se relaciona sofre prejuízo.

Essas relações aparecem com grande intensidade nos vestibulares em geral, e nós não podemos deixar o assunto de lado, vamos com tudo nessa aula de hoje!

Simbologia para os processos harmônicos:

(+ / +) = Os dois seres que se relacionam estão se beneficiando.

(+ / 0) = Um dos seres se beneficia, para o outro é indiferente.

Mutualismo ( + / + ):

Relação simbiótica obrigatória, em que as duas espécies não podem viver separadas. A causa para esse convívio obrigatório é uma intensa dependência fisiológica e muitas vezes anatômicas que um ser tem com o outro.

Termo importante:

Simbiose: Quando dois seres de espécies diferentes vivem em mutualismo.

Principais exemplos de mutualismo:

Líquens: Simbiose entre fungos e cianobactérias ou fungos com algas microscópicas.

Tipo de relação: O fungo decompõe matéria orgânica gerando sais minerais para o produtor, enquanto o produtor gera glicose para o fungo.

Figura mostrando um líquen:

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Figura mostrando um líquen ampliado:

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Vídeo mostrando um líquen:

Micorrizas: Simbiose entre raízes de vegetais superiores e fungos.

Relação: Os fungos fornecem sais minerais provevientes da decomposição enquanto as plantas fornecem glicose pela raíz.

 Ilustração de uma micorriza:

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Nova ilustraçnao mostrando como as hifas fúngicas se relacionam com a raíz por dentro:

Conceito: 

Hifas = filamentos de células fúngicas.

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Ilustração que mostra a extensão que a micorriza pode atingor no solo.

OBS: a parte branca são as hifas fúngicas, a parte mais alaranjada são as raízes.

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Essas hifas fúngicas aumentam a superfície de contato das raízes e potencializam muito a absorção de nutrientes.

Enterobactérias e humanos:

Bactérias intestinais que produzem vitamina K, vitamina B12 e auxiliam na proteção contra infecções alimentares. Em troca, nós fornecemos abrigo, nutrientes e proteção.

Figura mostrando a importância dos lactobacilos do yakult no nosso intestino:

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Ruminantes:

Animais como o boi, cabra, girafa, camêlo, que possuem um estômago especial onde bactérias habitam.

Relação:

As bactérias presentes no estômago desses animais produzem a enzima celulase, esta enzima irá quebrar as moléculas de celulose ingeridas por esses animais, fornecendo assim uma fonte importante de carboidratos. Em troca, os animais fornecem abrigo, nutriente e proteção.

Ilustração do tubo digestivo de um Ruminante e o caminho que o alimento segue nesse processo:

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Vídeo que mostra a anatomia do estômago de um ruminante:

 

Cupim e Triconynpha campanula:


Relação:

O protozoário vive no intestino do cupim e produz a enzima celulase, digerindo as moléculas de celulose que o cupim come. Em troca, o cupim fornece abrigo, nutriente e proteção.

Foto do protozoário Triconynpha campanula:

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Vídeo que mostra cupins em atividade:

 

Protocooperação ou Mutualismo facultativo ( + / + ):

Nessa relação, a convivência não é obrigatória. Quando acontece, geral um benefício mútuo momentâneo.

Principais exemplos:

Jacaré e pássaro-palito:

Ilustração:

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O pássaro come restos de comida presentes entre os dentes do jacaré sem trabalho de caça, em troca, o jacaré se beneficia, evitando uma proliferação bacteriana bucal.

Búfalo ou girafa ou vacas e pássaro anú:

Relação:

Os pássaros livram os animais de carrapatos, enquanto conseguem alimento com facilidade.

Ilustração de um anú comendo no dorso de um bezerro:

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Paguro e anêmonas:

O paguro é um crustáceo que se abriga em conchas de moluscos que morreram, ele podel levar algumas anêmonas, que são cnidários fixos, grudados nessa concha.

Relação:

O paguro transporta as anêmonas pelo mar, aumentando sua exploração ambiental. Em troca, as anêmonas produzem toxinas que evitam possíveis predadores.

Polvo atacando paguro com anêmona e se dando mal hahaha

 

Agentes polinizadores e Angiospermas:

Relação:

Insetos ou aves que carregam o pólen das flores facilitando sua fecundação. Em troca, esses animais conseguiram alimento para seu desenvolvimento.

Vídeo ilustrando o processo:

 

Comensalismo ( + / 0 ):

Principais exemplos:

Rêmora e tubarão:

Relação: As rêmoras se locomovem abaixo dos tubarões, coletando restos alimentares do que os tubarões comeram. Para os tubarões, essa atividade não leva nenhum prejuízo para sua atividade.

Epífitismo: Bromélias ou orquídeas que se estabelecem em galhos de outras plantas maiores buscando maior intansidade de luz. As epífitas não atrapalham em nenhum mecanismo fisiológico das plantas suporte.

Inquilinismo: O peixe palhaço por exemplo, pode se esconder dentro de uma anêmona, buscando segurança longe de possíveis predadores.

Foresia: Quando uma craca (crustáceo fixo) é transportado ao longo do dorso de baleias. Eles aproveitam essa carona, para explorar mais o ambiente, sem levar nenhum dano ao animal que se fixaram.

 

Foto de uma baleia com cracas aderidas ao seu tegumento:

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Vídeo do peixe-palhaço desovando dentro de uma anêmona:

 

Bromélias epifitando outras árvores:

 

Rêmora e tubarão:

 

           Meus amados monstrinhos, vimos vários exemplos importantes das relações ecológicas harmônicas interespecíficas. Continuaremos com esse tema na próxima aula e humilharemos nos exercícios. 

Espero que tenham gostado!!

Não deixem de curtir e compartilhar!!!!! Beijossssss Bruno Pires.



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